domingo, 21 de setembro de 2008

Eu não tenho vontade de fazer nada
Eu não tenho fome
Nem sede
Só vontade de dormir.
E acordar desse pesadelo.

Desse espetáculo sem a mínima graça
Aliás, graça?
O que é sorrir?
É só tristeza e muito choro
E o pior: Sem vela

Para quê tudo isso?
Para quê essa importância?

Ah! Não me encham o saco
Eu cometo erros sabendo que os cometo.

Eu repito:

Para quê tudo isso?
Para quê essa importância?

Para nada.
Sempre para ela.
Para nada!!

sábado, 20 de setembro de 2008

E agora, na programação do limbo, o que mais interessa (Ou o que menos). Vou falar de mim:

Ando nesses últimos dias numa 'bad-trip' danada. Não sei porquê. Um baita mau humor e uma canseira que só vendo. Deve ser porque estou meio sem grana, só pode. E no sábado, isso piorou bastante. Por que?
Bem, porque rolou uma micareta aí, ela foi e quem foi junto? Bah! Nem vou perder meu tempo falando desse sujeito aqui. Não mesmo.

Mas o fato é que me incomoda várias coisas nessa situação. Me incomoda esse cara, me incomoda não estar com ela e também o fato dela achar que gosto de outra. Uma velha conhecida do passado.
Gostei muito, amei demais a fulana em questão. Isso eu não posso negar. Mas hoje se tornou apenas uma lembrança incolor e indolor do passado.

E às vezes me pergunto, o que leva ela a pensar que gosto da outra ainda? Sei lá. Eu é que não entendo as pessoas, mas queria que ela entendesse que não sinto mais nada por ninguém...a não ser por ela.

O mau humor me deixa agoniado, ansioso e nervoso com algo que não bem o que é. Estranho isso. Pena que já passou.

Mais um dia descansado, até demais.
Mais um dia solitário, até demais.
Mais um dia sem a sua companhia...

Kassab X Alckmin

Evito falar sobre política no blog porque as leitoras (es) não clamam muito e nem eu gosto. Acho que fica chato.
Mas não poderia deixar de comentar, nem que seja um pouquinho, sobre a delícia que é ver Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab brigando feito cão e gato nesta reta final da eleição.

Já escrevi há um certo tempo sobre a birra de Alckmin querer ser candidato a prefeito a tudo quanto é custo. Ele podia esperar mais 2 anos e seria um forte candidato a governador, mas não, quis porque quis ser candidato e o é.

De outro lado Kassab, sentado na prefeitura, montado em grana e coligações, além do apoio e da simpatia do governador tucano José "Sr. Burns" Serra.

Pois bem, a questão aí é que apenas um deles vai pro segundo turno enfrentar Marta Suplicy (PT). Qual deles vai?

O fato nem é esse, o fato é: Qual não for, independente de cada um, vai ser muito feio.
Se Kassab não for, será um papelão. Afinal, prefeitos e governadores perderem a reeleição acontece, mas o prefeito sequer ir para o segundo turno é um vexame. Com a grana e a máquina que Kassab dispõe, não ir é fazer muito feio.

Quanto à Alckmin? Bem, para um governador reeleito, candidato a presidente não ir para o 2 turno de uma eleição municipal é no mínimo constrangedor e o diminuiria muito politicamente.

E é justamente por isso que um ataca o outro violentamente. Mais Alckmin que despencou nas pesquisa, sejamos justos. O ex governador critica o governo Kassab (que já foi de seu correligionário Serra) e lembra do passado malufista do prefeito. Tudo na busca pelo 2 turno.

E por falar em segundo turno, lá está tudo empatado também. Marta empata com Alckmin e com Kassab. Ou seja: A eleição em SP esse ano não será para fracos.


PS: Porque é uma delícia ver eles brigando? Ah, fala sério. Ninguém merece o DEM. E o PSDB aliado com eles também não dá.

Anúncio no orelhão

Acredite: Este é um orelhão típico das grandes capitais, cheio de anúncio de " mesalinas"....

Andando pela cidade, vemos cada coisa que até Deus duvida. Outro dia, ali no bairro da Saúde, notei um orelhão cheio, mas muito cheio de anúncio de garotas de programa. Já tinha me deparado com vários desses, mas nunca reparei bem nesse "método" de propaganda, mas dessa vez parei e pensei: ISSO DÁ RESULTADO??

Quem será, que em sã consciência iria se convencer e ligar para um anúncio desses?
Sei lá: Isso só mostra a criatividade das moças em conseguir que o negócio, digamos, prospere, e o total desespero dos clientes. Afinal ser convencido por um papelzinho desses sem conhecer quem é a figura ou onde ela mora é sinal de total incompetência.

Mas voltando aos "merchans", eu parei para ler. Para notar se eram diferentes dos de jornal. Pasmem: O negócio é profissional. É bem sintetizado. Praticamente um "lead".
Exemplo: Nicole Peluda, faço tudo sem frescura, 20 a. BB gde Telefone: XXXX

Por aí o sedento do "cliente" já sabe o nome (mesmo que seja o de guerra), quantos anos, alguns atributos físicos, que a moça presta todo o tipo de serviço e como achá-la.
Prático não?

Prático, criativo e indecente (afinal, se uma criança pega e vê um negócio desses?). Coisas do Brasil...

sábado, 13 de setembro de 2008

Ausência do blog

Outro dia a musa inspiradora da minha vida me disse:
"Você não atualiza mais seu blog, não?"

É, pois é! Sabe como é, né? Trabalho o dia inteiro e fico sempre em frente ao computador e fazendo...adivinha? Escrever! O dia inteiro escrevendo. Feito doido. Aí quando chego em casa, na calada (não tão calada assim) noite, quero distância do PC.

Mas esse nem é o maior motivo para o "rareamento" dos posts aqui. Ando sem assunto. Por incrível que pareça. Eu estou em um emprego novo, conhecendo pessoas novas, mas isso nunca me motivou a escrever no blog. Acho que esse espaço deve ser mais bem usado. Para opiniões, compartilhamento e assuntos mais interessantes do que um "diário" deste ser que vos fala.

Aí você pode me perguntar: "Porra, Caio. Você fala isso e escreve toda hora sobre seus amores mal sucedidos? Isso não é "diário"?

É. E eu sei que é. Mas aí, meus queridos, é questão de desabafo, de necessidade. Preciso contar para "alguém", mesmo que esse "alguém" seja a própria pessoa, uma amiga querida ou um qualquer que tenha entrado por engano.

Como eu sei também que lotar o blog de mensagens melosas é um saco. Torna -o pouco atraente. Eu já fechei blogs por causa disso.

Nunca liguei para audiência e acessos. Sei que quase ninguém acessa esse local. Mas e daí?
O que quero dizer é que continuarei a escrever nele e prometo que vou me empenhar pra escrever com mais freqüência.
Palavra de mais um habitante do planeta que acha que é invencível e louco, mas não passa de um bobo.

Agora, escrevo isso num sábado a noite. Jogado as traças. Não peça um texto muito bonito e com conteúdo.
Sábado na madruga é a hora em que eu imagino ela, jogada em camas de motéis ou em garupas por aí com outras pessoas lamentáveis. É triste. Então não vai rolar um bom astral.

Talvez eu escreva algo sobre política, sobre a nossa vida ridícula ou sobre amores frustrados.

sábado, 30 de agosto de 2008

Como pode

Ah, tudo é tão simples e complicado.
Somos tão voláteis e tão firmes.
Somos tão amáveis e tão odiados.
O maluco estava certo.
Somos uma metamorfose ambulante.

Nossas opiniões, paixões, dificuldades são firmes como gelatina.
Morremos, vivemos e marchamos todo santo dia!
Como pode isso?

Como pode a gente lutar feito doido por um punhado de papel com valores ou números fictícios em uma fictícia conta bancaria?
Como pode, as pessoas que amamos não viverem para sempre?
Por que nunca aproveitamos elas como se deve e só sentimos falta quando se vão?
Aliás, como pode nós não termos o DIREITO de amar e ser amado por quem a gente ama?
Vidinha estranha essa nossa de gado pensante.

Como pode eu amar tanto alguém e esse alguém me tratar feito lixo?

sábado, 23 de agosto de 2008

O "fracasso" olímpico brasileiro


No país do futebol, fomos disciplinados com a máxima ignorante de que o que importa é vencer. Se o atleta tem o respeitável 2º lugar, ele não é nada. É a mesma coisa que o último colocado. Há quem profira ainda outra pérola da estupidez tupiniquim, principalmente em jogos coletivos: "Prefiro ganhar o bronze porque é fruto de uma vitória do que a prata que é uma derrota"

Sim, quem ganhou a prata perdeu o ouro, mas provavelmente quem ficou com o bronze perdeu na semi final para a equipe que ficou com a prata ou com o ouro. Portanto, é um derrotado também.

Mas o texto em questão, não vai discutir isso. Vamos falar do "fiasco" olímpico do Brasil.


Como se sabe rola muita grana para o esporte nacional. Para o esporte não, para o futebol! Esporte das massas, que muda a vida das pessoas, cujo nosso país é a super potência absoluta com 5 títulos mundiais, muita mídia, enfim, é incomparável. Nossos campeonatos internos são, em sua maioria, ricos, cheios de patrocinadores, celeiros de craques, mas no entanto nunca conseguimos uma medalhinha que fosse de ouro nas olímpiadas.


E os outros esportes? Bem, se não fosse o apoio governamental e de umas poucas empresas eles seriam nulos no país. Os atletas ganham pouco, treinam muito, alguns têm que trabalhar e treinar, prejudicando a dedicação. As condições são precárias, os ginásios estão caindo aos pedaços, campeonatos nacionais e estaduais (quando existem), são vazios de público ,mídia quase não há. Mas no entanto, ganhamos uma porção de medalhas de ouro e campeonatos mundiais.

O que acontece, então?


Outros países como EUA e os da Europa têm mais que um esporte de preferência nacional. Aqui no Brasil não. Só se fala em futebol. Só se respira futebol. Não existe espaço e dinheiro para outro esporte? Porque não prestigiar nosso vôlei campeão olímpico, nossa maravilhosa ginástica, nossos atletas do atletismo, judô, vela, handebol, basquete e tudo mais?


Por causa dessa mentalidade idiota do brasileiro somos obrigados a ver pela telinha atletas batalhadores, esforçados, que estão nesses esportes por puro amor, chorando e "pedindo desculpas" em rede nacional. Meus caros, isso pra mim é humilhação. O atleta não tem que pedir desculpas de nada. Nós é que temos que pedir desculpas.

Desculpas pela nossa ignorância, pela nossa cegueira esportiva, pela falta de apoio e pela falta de compreensão de que ganhar um bronze ir para a final olímpica é uma vitória e tanto.


Essa semana o nadador César Ciello passou pela Avenida Paulista, todo orgulhoso em cima de um carro de bombeiros exibindo sua medalha de ouro. Poucas pessoas o reconheciam e cumprimentavam. Passou despercebido o melhor atleta brasileiro da natação nesses jogos. E isto, eu falo porque estava lá, eu vi!

Repito a pergunta: O que acontece, então?

Eu dou um salve aqui a todos os atletas brasileiros e ilustro o texto com a foto das campeãs olímpicas de volêi feminino. Nossas meninas.


Ah se o brasileiro tivesse toda essa gana de ser o vencedor, não só nos esportes, mas sim na vida!
Seríamos primeiro mundo há muito tempo! Muitíssimo.