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domingo, 5 de abril de 2009

Eles são os caras

Estes dois escrevem a história de nossos tempos

O presidente dos EUA Barack Obama ao cumprimentar essa semana o presidente Lula na reunião do G-20 declarou: "Esse é o cara. Adoro esse cara. É o político mais popular da terra".
Bem, é um elogio normal entre amigos, pessoas que se admiram.
O que há de se admirar aí, além da boa relação pessoal Obama -Lula (o que significa um bom relacionamento EUA-Brasil) é o fato da história estar sendo escrita nesse instante e nós podemos presenciar e viver isso. Esqueça os preconceitos e posições políticas. A eleição e a história de Lula é histórica assim como a eleição de Obama também foi histórica.
Um cara que veio de pau de arara, quase morreu de fome, ralou em chão de fábrica, foi e é vítima de todos os preconceitos mais absurdos se tornar presidente e ainda por cima o mais popular dos 500 anos do Brasil é história pura!
O outro, um negro, com dramas familiares se tornar presidente de um país que a até 40 anos atrás vivia um apartheid racial em que haviam cidades brancas e cidades negras, é pura história!
Não importa o que se ache das pessoas Barack Hussein Obama ou Luiz Inácio Lula da Silva. Não importa se o governo de Obama será ruim ou bom, se o de Lula está sendo ruim ou bom. Não importa a sua ou a minha opinião. O que vai ficar pro futuro é esse simbolismo.
Nossos netos vão se perguntar se nós lembramos de Lula e Obama. A história está sendo escrita ali na esquina e nós estamos sendo testemunhas. É um prazer inenarrável isso (pelo menos pra mim).
E quer saber? Eu concordo com o Obama. Lula é o cara! E Obama também o é!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Olha Elle aí...

Lula e Collor batendo um papo no Planalto: São aliados

O Brasil de 1989 ia eleger seu presidente, pela primeira vez em 30 anos. De um lado o senhor à esquerda na foto. Barbudo, mal vestido e sem instrução. Representava o povo, os trabalhadores. Do outro lado o senhor da direita. Bonitão, jovem, elegante, cheio de retóricas e críticas a corrupção e aos "velhos" políticos. Um odiava o outro. Eram como àgua e óleo. O nosso galã de plantão acabou vencendo por pequena vantagem.

E o restante é história das boas...

Passados 20 anos, o barbudo - que não é mais tão barbudo assim - é o presidente da vez e o caçador de marajás é senador. Um está aliado ao outro. Um defende o outro.
No circo legislativo de Brasíllia onde um velho conhecido de bigodes dá as cartas, o senador se elegeu para importante comissão. Como que renascido das cinzas. Depois de cassação, ostracismo, eis que surge com sua bela cabeleira castanha como presidente da Comissão de Infra Estrutura do Senado. E com apoio (velado) de quem? Sim, dele mesmo do outrora comedor de criancinhas.
Nossa política é sempre muito ágil e rápida (quando querem). Inimigos se tornam amigos e vice-versa sempre colocando, claro, os interesses do distinto público acima de tudo.
Que beleza né?
E enquanto o molusco e o Collorido confraternizam, o Sr. Burns e Mãe Dilma, vão disputar apenas o volante do trem. Que é sempre dirigido pelos vagões, que atendem pelo nome de PMDB.