sábado, 12 de janeiro de 2008

A vontade de ser jornalista

Pois é. Me lembro quando comecei a me interessar por jornalismo e querer ser um jornalista. Vamos voltar no tempo 12 anos (pôxa, tudo isso?), lá para 1996.

Nessa época eu tinha 11 anos e era um menino como qualquer outro dessa idade. Qualquer outro não! Eu tinha hábitos meio estranhos para um quase pré adolescente dessa idade. Eu lia jornal (inteiro, menos economia, porque aí seria demais), revista ('Veja' (argh!)), assistia telejornais com ímpeto, adorava aulas de História, Geografia e uma matéria chamada PV (Projeto verde), que era sobre meio ambiente. Além disso tudo, eu também não gostava muito de jogar futebol e essas brincadeira de rua. Gostava mesmo era de video-game, televisão e me permitia um álbum de figurinhas do Street Fighter também.

De tanto ler jornal e revista (Folha de S.Paulo, principalmente), despertou em mim uma vontade de escrever mais do que as redações e os deveres da escola. Aí um belo dia, achei um bloco de papel, caneta e escrevi um texto comentando a programação noturna das televisões. Não mostrei pra ninguém. Eu nunca mostrava nessa época. Se bem me lembro, era um texto prosaico (um pouquinho mais que este), extremamente opinativo, assim como os outros que se seguiram e que eu escrevia religiosamente às segundas, quartas e sextas. Escrevia como se tivesse prazo pra entregar. De junho de 1996 a fevereiro de 1997 eu produzi uns 40 textos (claro que durante esse período tirei 'férias' também, como todo bom trabalhador), sempre dando minhas opiniões sobre um fato de relevância e também soltando a imaginação e criando situações. Apelidei carinhosa e inocentemente, esses textos de "Crônicas". No futuro iria descobrir que o nome não estava tão errado.


Me lembro muito bem de uma saga que fiz sobre as férias (O lado ruim das férias em 3 partes), que chegou a fazer sucesso entre as pessoas que leram. Essas sagas mostravam a ida e a volta de uma família para uma casa de veraneio e todos os seus problemas (carro quebrado, falta do que fazer, chuva etc). Me lembro até hoje do nome do personagem principal: Gumercindo.

Esses textos não existem mais. Adoraria relê-los . Vou ficar na saudade, porque em uma dessas mudanças de casa, o envelope com eles, se perdeu.


Nessa época eu adorava escrever e as idéias fluíam de forma fácil. Não tinha responsabilidades e também não conhecia as regras do jogo, então tudo era uma grande brincadeira. Meio incomum, mas uma brincadeira e naquele tempo eu estava tão empolgado e achava o mundo jornalístico tão legal e tão bom que pensava: "Quero ser jornalista!"
É, 12 anos depois, eu continuo querendo ser...

Aliás, ser não, porque já me formei. Mas adoraria exercer. Ser de fato. Será que consigo?
Ou será que as circunstâncias e o sistema me empurrarão para uma profissão qualquer, onde serei mais um burocrata chinfrim, com o único objetivo de receber uma grana no fim do mês?

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