terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Ideais firmes como geléia

A pessoa nasce, cresce, desenvolve e se evolui. Dado momento começa a ter opiniões, gostar de umas coisas e desgostar de outras, enfim, ter personalidade. E isso quando se é jovem é tudo. A pessoa é turrona, ela está sempre certa, nunca erra e não adianta: Tudo que o outro gostar ou falar e ela discordar, é abominável e ponto final.

Aí os pais começam a empurrar o dito cujo (a) para o mundo lá fora e o mundo não é como no quarto dele. É meu caros, aí entra o argumento mais infalível de todos. O vil-metal, a bufunfa, o papel moeda, ou seja, o dinheiro.
A luta e a necessidade de se ter dinheiro faz o maior dos radicais se tornar o mais fiel dos flexíveis.
E as idéias do radical se tornam "discutíveis", "contornáveis".
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Fiz essa introdução para comentar sobre uma pessoa que conheço que até há um certo tempo detestava qualquer tipo de música que não fosse o que ele ouvia, gostava e tocava. O que ele gostava? Eram uns rocks melódicos, hardrocks estranhos e um tal metal progressivo. Coisas de gente 'alternativa', sabe?
Falar em música nacional ou em uma música um pouco mais comercial era um crime! Logo vinham adjetivos como: 'Lixo' 'Porcaria' etc.

Pois bem a tal pessoa hoje em dia por razões até financeiras toca e ouve com orgulho e sem desfaçatez coisas que, para mim por exemplo, sempre foram boas e eram tratadas como sub música por ela. Grupos como "Ira!", "Paralamas", "Audioslave" etc.

Não que a gente tenha que ter a mesma opinião sempre. Mas, como se tratamos de seres que evoluem, pensam, nem sempre o que pensamos hoje vamos pensar amanhã. Portanto, é essencial respeitar as diferenças, os gostos e não ter opiniões tão fortes, pois assim, não nos queimamos por aí e nem geramos atritos. Nossos ideais são firmes como geléia mesmo, então pra quê tratarmos como se eles fossem de pedra?

Como diz aquela música. "Vivendo e aprendendo a jogar"

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