sábado, 17 de maio de 2008

O amor da novela

A música 'Same Mistake' cantada por James Blunt é tema romântico de Marconi Ferraço (Dalton Vigh) e Maria Paula (Marjorie Estiano) na novela global 'Duas Caras'. Essa música é muito bonita. Tanto a melodia quanto a letra.

Aliás, bonito também é o amor de Ferraço e Maria Paula. É o tipo de amor que eu gosto, por achar mais emocionante. Quem acompanha a novela sabe que existem entre eles um puta clima de coisa mal resolvida no passado. E coisa mal resolvida, se sabe como é. De vez em quando volta para nos atormentar, ou melhor, para nos lembrar que temos que resolvê-la.
Maria Paula gostava de Ferraço que casou com ela para dar o golpe, agora Ferraço gosta realmente dela e ela...também gosta. Mas reluta, reluta. Reluta, mas é nítido.
Isso dá um gostinho a mais na relação, o negócio é tomar cuidado pra não 'esticar' muito a corda e perder a pessoa.

Talvez seja um pouco masoquista de minha parte, mas eu gosto desses climas, desde que no final tudo termine entre beijos, risos e susurros.
Nem sempre termina.
Todo mundo teve, tem ou terá um Ferraço ou Maria Paula na vida.

sábado, 10 de maio de 2008

Dilma 1 X Oposição 0

Ministra da Casa Civil vai o Senado e se sai bem no interrogatório com a oposição

Dilma foi ao Senado e deu um baile em Agripino Maia e em seu discurso deselegente, grosseiro e conservador. Será que o ilustre senador do DEM lembrou seus tempos de Arena??
A ministra se saiu bem, mas longe de isso significar algo para 2010.


quinta-feira, 8 de maio de 2008

É sempre assim

A gente acorda de um porre emocional e nota quanto tempo desperdicamos por pessoas e coisas que não valem lá muito a pena. Não me arrependo mais disso. Aprendi que tudo tem algum sentido na vida.
Mas devo confessar que algumas coisas que eram interessantíssimas pra mim estão se tornando demasiada e gradativamente desinteressantes.

O candidato de si mesmo

Geraldo Alckmin não tem apoio nem de seu próprio partido e se ancora nas pesquisas de opinião para se manter candidato a prefeito de SP. É um questão de sobrevivência política, mas ele não precisava disso.

Prefeito de Pindamonhagaba, Deputado federal, vice-governador, governador por 2 mandatos e candidato a Presidente da República, Geraldo Alckmin (PSDB) tem um currículo de fazer inveja a qualquer político. Quando governador, herdou o governo de Mário Covas e se reelegeu em 2002 com a imagem de bom gestor e empreendedor. Saiu candidato a presidente em 2006, (onde foi surrado por Lula, tendo o vexame inclusive, de ter menos votos no 2 turno do que no 1) também com esta fama.

Gostando-se ou não dele, é de se admitir que Geraldo é um político competente e fez um governo, na medida do possível, bom e a aprovado pela população. Por isso, é de se estranhar que queira de qualquer maneira ser candidato a prefeito esse ano.

Colocando em pratos limpos: Aécio Neves e José Serra são os responsáveis por essa parafernália toda. Ambos são loucos para serem candidatos a Presidente em 2010 e, como apenas um pode ser, travam uma bataha dentro do PSDB e tentam federalizar 2008. Geraldo, depois de ser humilhado em 2006, luta para não cair no ostracismo político e por isso pleiteia a vaga.

Serra infla Kassab (DEM), seu substituto na prefeitura. Consegue para ele apoios fortes como o de Quércia e também o do PR. Joga a maioria dos vereadores tucanos no colo do atual prefeito e desidrata cada vez mais Geraldo Alckmin. Aécio, por sua vez, interessado em demonstrar força, uniu em BH quase todas as forças políticas e em São Paulo incentiva Alckmin a ser candidato. Mesmo que pra isso, ele lute contra tudo e todos.

Alckmin, tem fortes chances de se eleger governador novamente em 2010 e então porque se mantém nessa briga? Não se sabe. Alckmin e Kassab agem como marionetes de Serra e Aécio.

Mas o que eu gostaria de comentar aqui é que o ex governador presta a um papel humilhante e desagregador mais uma vez. Em 2006, foi candidato a presidente na marra. Perdeu feio. Esse ano será candidato a prefeito, talvez. É líder nas pesquisas. Pode até ganhar, mas não terá sequer seu partido do lado e nenhuma aliança política forte.

Geraldo Alckmin não precisava disso. É um político hábil, competente e decente. Se ganhar, volta a cena política e derrota Serra. Se perder, cairá de vez no ostracismo.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O Zé

O sonho do Zé é ser bacana.
Ele guia sua motocicleta nos becos da periferia sempre sonhando com o dia em que vai ser importante.
E apresenta projetos que nunca são aprovados e vive uma fantasia que não engana ninguém.
Tem uma namorada de troecentos anos que não lhe é nem um pouco fiel.
Ele também não é com ela. Logo, empatam.
Faz uma faculdade, mesmo com o passar da idade e só a faz para não ficar para trás.
Zézinho quer ser um homem formado, mas só se atrasa. Só comete erros.
É um banana. Como vários por aí.
Tenho dó dele. Dó por nada dar certo e por estar rodeado de encrencas à sua volta.
Pobre Zé. Não sou eu que vou salvá-lo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Aroma matinal

Hoje no caminho para a labuta diária fitei uma moça bem atraente. Alva, cabelos castanhos-claro, olhos esverdeados, bem maquiada, bonita e sem alianças e anéis de compromisso no dedo (isso é importante, mostra independência, mesmo que namore). Lembrava vagamente a Aline Moraes.
Eu e ela estávamos de pé, lado a lado. O ônibus pára, desembarca uma senhora e o lugar na nossa frente fica vago. Eu estava mais perto do confortável encosto do que a moça. Cavalheiramente até pensei em ceder o lugar, não o fiz. No balanço do ônibus fui 'empurrado' pra sentar lá e a moça ficou de pé ao meu lado. Peguei a bolsa que ela levava, carreguei-a no colo e a moça estava lá do meu lado. De repente começo a notar, ou melhor, sentir, um péssimo hálito. Era dela. Decepcionante. Tudo bem. Eu entendo que de manhã as coisas são complicadas, não há tempo às vezes, ou ela tinha algum problema, mas isso foi constrangedor, porque não fui só eu que notei.
Moral da história: Todos tem defeitos, basta termos o senso crítico de analisar os defeitos e as qualidades e de preferência exaltarmos as qualidade.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Ele sorria e era um riso franco e puro, mas para um filme de terror.
O seu olhar era sério e falso. Tão falso que todos acreditavam por piedade.
Ele deu o golpe de sua vida e a vida deu o golpe do destino nele.
Vendendo ilusão, prometendo bondades e entregando maldades.
Assim era o nosso personagem. Inescrupuloso e mau-caráter
Puxa sacos davam vivas! Honestos queriam o destruir, mas ele era imbatível.

Até que cai numa cilada feminina. Sempre elas, no caminho de um homem.
Sua fama balançou, seu ímpeto enfraqueceu e ele então se entregou.
O sorriso era realmente puro. O olhar verdadeiro e decente.
Ficou amável, ético e boa gente.
Pena que era tarde demais...
O nosso personagem entrou em parafuso e não sabia mais quem era, o que queria e pior: Quem queria.
Não sabia mais quem o temia, quem o vigiava...
O seu final? É a morte como o de qualquer outra pessoa.