sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Bloglog. Gostei!

Foi lançado há pouco tempo pela Globo, um site que reúne diversos blogs de personalidades,principalmente do meio artístico e globais. O Bloglog. O site reúne - como eu já disse - blogs de artistas e somente deles.
Tem muita coisa interessante por lá. Cito aqui de cabeça, os blogs do José Wilker, do Ney Latorraca, do Boni, do Chico Anysio e do Aguinaldo Silva. O Blog desse último, por sinal, merece um comentário melhor. Aguinaldo, apesar de entretido em escrever a atual novela das 21h, não deixa seu diário virtual sem atualizações por muito tempo, além disso, ele usa o espaço para responder as críticas e pelo pseudo 'fiasco' de sua novela. Vale a leitura pela soberba e pelo delicioso texto de Aguinaldo, que pra mim é um dos maiores dramaturgos desse país.

Evidente que no Bloglog tem muita coisa menor e - por que não? - descartável. Os blogs da filha caçula do Renato Aragão, da Hebe Camargo e da Carolina Dieckmann por exemplo, são exemplos de diários nada interessantes feitos com o mero intuito de atrair page-views.

Mas o resultado final é interessante. Boa idéia da Globo.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Que ânimo hein Lula?!

Lula no momento em que decidiu nomear Edison Lobão (PMDB-MA) para Ministro das Minas e Energia.

Foi nítido durante esses últimos dias que Lula não queria nomear Lobão e o PMDB o empurrou guela abaixo. A pergunta é: Quem está mais animado na foto? Lula ou o Cristo crucificado?

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Desbalanço Geral

O apresentador e o cenário do "Balanço Geral": Até o cenário lembra o "Cidade Alerta"


Outro dia liguei a TV na Record ao meio-dia e me deparei com um programa 'jornalístico' de prestação de serviços chamado "Balanço Geral". O programa é apresentado por Geraldo Luís, um homem que deve ter lá seus 40 anos e fisicamente lembra - e muito - o sumido Jorge Kajuru.
O programa consiste em uma mistura do velho "Cidade Alerta" com o também velho "Disque Record".
Sensacionalismo e exibição de mazelas humanas pura e simplesmente, sem nenhuma ação efetiva. O programa concorre com o SPTV, pois é no mesmo horário e também é regional (cada estado tem o seu 'Balanço'...).
Essa atração lembra o jornalismo dos anos 90 na TV ('Aqui Agora', 'Cidade Alerta' etc.).

O apresentador fala com entonação radiofônica(ele deve ter muitos anos de rádio) e seu estilo é um misto de Datena com Ratinho. Vive falando que no programa 'o povo tem vez' e também vive elogiando a Record, talvez querendo ganhar pontos com a emissora da Barra Funda.

Em resumo: É o mais do mesmo. Aquilo que você já viu a Record, o SBT e tantas outras fazerem desde a época do "Povo na TV".
Caia fora porque é um desbalanço só

sábado, 12 de janeiro de 2008

O apagão

Estão falando na imprensa que pode ocorrer um apagão energético esse ano ou em 2009.
Não sei se isso é verdade ou não, pois a má vontade da grande imprensa com o governo atual é enorme.
Enquanto isso, tudo indica que o Presidente vai indicar o Senador (e puxa saco-mor do Sarney) Edison Lobão (PMDB - MA) para o Ministério das Minas e Energia.
Lobão, entende tanto de Minas e Energia quanto eu entendo de fisíca quântica. Sua nomeação será apenas para agradar o PMDB velho de guerra.

Bem, desde 2003, ouço falar que existem relatórios do governo alertando para maiores investimentos nessa área afim de afastar o risco de apagão.
Se realmente houver o racionamento ou coisa assim, serei obrigado em 2010 a não votar no candidato do Presidente Lula.
Empurrar com a barriga "companheiro", é uma das coisas mais ridículas e que deveriam ser extintas da cultura nacional. Não dá.

A vontade de ser jornalista

Pois é. Me lembro quando comecei a me interessar por jornalismo e querer ser um jornalista. Vamos voltar no tempo 12 anos (pôxa, tudo isso?), lá para 1996.

Nessa época eu tinha 11 anos e era um menino como qualquer outro dessa idade. Qualquer outro não! Eu tinha hábitos meio estranhos para um quase pré adolescente dessa idade. Eu lia jornal (inteiro, menos economia, porque aí seria demais), revista ('Veja' (argh!)), assistia telejornais com ímpeto, adorava aulas de História, Geografia e uma matéria chamada PV (Projeto verde), que era sobre meio ambiente. Além disso tudo, eu também não gostava muito de jogar futebol e essas brincadeira de rua. Gostava mesmo era de video-game, televisão e me permitia um álbum de figurinhas do Street Fighter também.

De tanto ler jornal e revista (Folha de S.Paulo, principalmente), despertou em mim uma vontade de escrever mais do que as redações e os deveres da escola. Aí um belo dia, achei um bloco de papel, caneta e escrevi um texto comentando a programação noturna das televisões. Não mostrei pra ninguém. Eu nunca mostrava nessa época. Se bem me lembro, era um texto prosaico (um pouquinho mais que este), extremamente opinativo, assim como os outros que se seguiram e que eu escrevia religiosamente às segundas, quartas e sextas. Escrevia como se tivesse prazo pra entregar. De junho de 1996 a fevereiro de 1997 eu produzi uns 40 textos (claro que durante esse período tirei 'férias' também, como todo bom trabalhador), sempre dando minhas opiniões sobre um fato de relevância e também soltando a imaginação e criando situações. Apelidei carinhosa e inocentemente, esses textos de "Crônicas". No futuro iria descobrir que o nome não estava tão errado.


Me lembro muito bem de uma saga que fiz sobre as férias (O lado ruim das férias em 3 partes), que chegou a fazer sucesso entre as pessoas que leram. Essas sagas mostravam a ida e a volta de uma família para uma casa de veraneio e todos os seus problemas (carro quebrado, falta do que fazer, chuva etc). Me lembro até hoje do nome do personagem principal: Gumercindo.

Esses textos não existem mais. Adoraria relê-los . Vou ficar na saudade, porque em uma dessas mudanças de casa, o envelope com eles, se perdeu.


Nessa época eu adorava escrever e as idéias fluíam de forma fácil. Não tinha responsabilidades e também não conhecia as regras do jogo, então tudo era uma grande brincadeira. Meio incomum, mas uma brincadeira e naquele tempo eu estava tão empolgado e achava o mundo jornalístico tão legal e tão bom que pensava: "Quero ser jornalista!"
É, 12 anos depois, eu continuo querendo ser...

Aliás, ser não, porque já me formei. Mas adoraria exercer. Ser de fato. Será que consigo?
Ou será que as circunstâncias e o sistema me empurrarão para uma profissão qualquer, onde serei mais um burocrata chinfrim, com o único objetivo de receber uma grana no fim do mês?
Chove. Chove demais. Choveu o dia todo.
E eu adoro a chuva, principalmente nesse horário (a noite).

Além daquelas coisas clichês todas (e que eu concordo com a maioria, diga-se de passagem), eu adoro a chuva pois faz lembrar da infância.
Lembra o tempo em que eu ficava assistindo desenho na TV, na casa da vovó. Luz acesa, cortinas fechadas, 5 horas da tarde. Eu tomava café com leite e comia rosquinhas. O mundo lá fora caía em água. Pouco me importava.

Agora mesmo eu olho a janela e tá tudo escuro, uma meia dúzia de luzes e só ela reinando na rua. A chuva. Que venha para nos renovar.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Em paz com a piauí...

Depois de 1 ano, voltei a comprar e ler a revista piauí. Confesso que o que me chamou a atenção para a edição desse mês foi o perfil de José Dirceu feito pela revista. A repórter ficou na cola de Dirceu 1 semana e conseguiu boas revelações do ex chefão do governo Lula. Fiquei atiçado, comprei a revista e li aquelas 12 páginas de matéria em 20 minutos.
Muito bom. Texto impecável e com uma característica que hoje está se tornando um diferencial no jornalismo (e deveria ser uma obrigação) : Imparcialidade.

Pois bem, a edição desse mês tem outras matérias boas. Um outro texto que achei interessante foi sobre o Maestro Neschling da Orquestra do Estado de São Paulo.
Acho que piauí está no caminho certo. Com matérias bem apuradas, bem escritas e com temas relevantes. Acho louvável que a publicação esteja saindo aos poucos daquele papinho cabeça demais, com matérias nonsenses, dispostas apenas a suprir a necessidade das tribinhos intelectualizadas por aí.

Vida longa!